Cachimbadas

9

Jan

by Cob Killer

Agora que as época das tropelias já vai lá para trás…

E continuando este assunto, da última vez que o abordei escrevi sobre alguns passos curtos que dei para obter mais informação sobre cachimbos. Mais objectivamente, sobre como conseguir fumar sem queimar as mãos!

Foi assim que descobri que haviam milhentos aspectos que têm influência no cachimbo. O formato do cachimbo, a forma de preparar o tabaco antes de ser carregado, como o cachimbo é enchido, etc., etc., tantas e tantas variáveis que descobri que podem influenciar como o cachimbo se comporta quando fumado.

Por exemplo, um cachimbo de fornilho estreito pode ter que ser carregado de uma forma totalmente diferente de um com o fornilho largo.

Atenção que, não quero assustar ninguém e impingir, como é costumeiro de alguns, a ideia de que sem se seguirem procedimentos rígidos, não é possível fumar cachimbo. Nada disso.

Antes de tudo o mais, é um prazer, não um calvário, como tal é para ser gozado como mais aprouver ao fumador.

Hoje é curto e não chateio mais e lá vai a cor:

29

Dec

by Cob Killer

Penso que dos primeiros pensamentos que o novato ou o futuro fumador de cachimbo de ter é mesmo não ter medo de críticas. Sejam elas “socialmente correctas” ou dos auto denominados de “autoridades infalíveis”.

Talvez, o snobismo associado aos fumadores de cachimbo seja um dos maiores motivos de desinteresse e tem levado, inclusive, a atitudes de desdém, por parte de muitas pessoas. Não é invulgar ouvirmos, dizerem-nos que adoram o cheiro do nosso tabaco, mas também não é invulgar compararem-nos a “imperialistas”. Santa ignorância!! (já Jesus, se é que é verdade, dizia, perdoai-lhes, senhor…)

De qualquer maneira, asseguro que o cachimbo não tem de ser fumado desta ou daquela forma, não tem de ser segurado assim ou assado.

Como a maior parte das nossas vivências, não há nenhuma regra absoluta e universal.

Ou vejamos, há aqueles que preferem fumar um só tabaco, e sentem-se plenamente satisfeitos. Outros preferem experimentar e descobrir novos odores e sabores, outros gostam simplesmente de variar.

E, afinal, quem tem razão? Quanto a mim, todos!

Uma certeza, porém, é que ninguém nasce ensinado (e há pouco escrevi que não há regras absolutas…perdoem-me a hipocrisia!), portanto, dou-me a luxo de partilhar algumas das minhas experiências. Se estas forem uma mais-valia, óptimo, se não, óptimo também.

Resumindo e baralhando, a partilha é sempre boa e por isso exorto a que o façam sempre. Tanto se ensina, como e mais importante ainda, aprende-se muito.

E não desconsiderando… cor do dia (a preto e branco, mas é boa!):2_andie

26

Dec

by Cob Killer

Para o ano há mais

25

Dec

by Cob Killer

Só para não perder a embalagem…

24

Dec

by Cob Killer

Só porque logo há prendinhas

maes_natal

23

Dec

by Cob Killer

Sou mais adepto destas versões natalícias que o Pai Natal….

18

Dec

by Cob Killer

Quando regressei aos meus cachimbos, naturalmente, voltei aos antigos hábitos que tinha adquirido anteriormente.

Isto envolve, tanto os tabacos, como os maneirismos que adquiri.

O que me aconteceu de diferente, desta vez, foi que, em vez de usar o cachimbo apenas no tempo frio, dei por mim a queimar tabaco todos os dias, quentes ou frios.

À medida que o tempo ia passando, notei, e chateava-me que os cachimbos aquecessem de tal forma que me queimavam as mãos.

A solução que encontrei foi, na altura, a que me pareceu mais correcta. Simplesmente largava-o e deixava-o o tempo suficiente para arrefecer e então acendia-o novamente (ou não), o que ao cabo de alguns tempos me começou a irritar.

Desta forma, consegui poupar a minha boca a muitos dissabores (ou faltas de sabores…, irónico, agora que penso nisso!)

Várias tentativas fiz para que as minhas fumadas durassem mais e com menos calor.

Claro está que nenhuma dessas tentativas me satisfez cabalmente.

Outro problema com que me deparei foi com a falta de informação e cultura do cachimbo cá pelas nossas bandas.

Das pessoas que conhecia que fumavam cachimbo, boa parte deles já estão noutras paragens (fica aqui um obrigado pelos cachimbos que herdei. Realmente são muito bons!), outros conheci de forma fortuitamente e nem sequer posso dizer que conheço e felizmente, para mim, nem quero!

Portanto, fiz-me à pista sozinho!

(In) Felizmente vivemos num tempo em que tudo corre pela Internet. Então, comecei a procurar por informação.

Mais uma vez não posso deixar de largar mais uma alfinetada no nosso querido Portugal (ou antes nas pessoas que o habitam).

Descobri que existe um clube de “cachimbadores”, o Cachimbo Clube de Portugal. E no meio de tanto pseudo-intelectualismo, alguém criou um site, que à primeira vista promete muito, mas na análise final, deixa muito a desejar.

A informação é mínima e em especial a que seria dirigida a novatos e a futuros adeptos, isto para não a adjectivar de fugaz. Mais, escrevo ainda, que as actualizações são tantas como a informação… raras, também.

Mas, basta de escrever sobre o que não é importante.

A solução foi procurar fora das fronteiras. E aqui, posso dizer que a comunidade é, no mínimo, enorme e que todos os aspectos são cobertos. Desde a manutenção, ao fabrico, não esquecendo os tabacos e inclusive como o produzir até!

E o texto vai chato e longo, fica a cor e a promessa de continuação…

11

Dec

by Cob Killer

Os cachimbos são feitos dos mais variados materiais, já por aqui abordei alguns aspectos dos cachimbos de madeira, mas há-os em todo o tipo de suporte que se possa imaginar.

Os materiais mais usuais são Madeira, Metal, Cerâmica, Maçaroca e Espuma-do-mar ( Meerschaum). Embora sejam feitos cachimbos com um sem número de materiais, estes que referi, são os mais utilizados.

Neste artigo vou abordar os cachimbos de Espuma-do-mar, mais conhecidos por Meerschaum.

Meerschaum é um mineral branco e mole que pode ser encontrado nas zonas do Mar Negro e como por vezes é encontrado a flutuar nesse mar, foi-lhe dado o nome que deriva da sugestão de parecer espuma do mar.

É mais nada que um tipo de Talco, portanto dá para perceber o seu nível de dureza extremamente frágil.

Este mineral é principalmente obtido nas zonas dos planaltos da Anatólia, conhecida também como Ásia Menor.

Como se pode ver na imagem, a grande massa desta região é ocupada pela Turquia, que por sua vez é o maior produtor e comerciante deste material.

Grécia, Morávia, Marrocos e alguns países Africanos são, também, produtores de Meerschaum, mas de forma inexpressiva.

Os cachimbos de Meerschaum, são, por norma, brancos, embora haja o mineral em tons acinzentados ou alaranjados.

Quando novos é costume apresentarem-se brancos como a neve, à medida que são fumados e que a sua idade avança, desenvolvem uma “patine” que vai desde o amarelo até ao castanho, dependendo das mais variadas condições de utilização.

Os verdadeiros cachimbos de Meerschaum são fabricados a partir de um único bloco do material.

Existem cachimbos feitos de uma massa aglomerada dos pós de extracção do mineral, que passam por serem o artigo genuíno, mas não se comportam da mesma forma quando fumados, nem desenvolvem a “patine” como um cachimbo feito a partir de um bloco só.

É virtualmente impossível distinguir um do outro, já que muitos podem ostentar a marca “Genuine Block Meerschaum”, mas como não há uma certificação oficial, qualquer um pode utilizar estes dizeres. Muito como fabricantes de Maçarocas apropriarem-se do epíteto “Missouri Meerschaum” ( este último exemplo só para ilustrar o absurdo de qualquer um poder dizer o que quiser e não ter nada a haver com o artigo que aqui discuto).

Estes cachimbos são largamente conhecidos por não reterem odores/sabores dos tabacos fumados e serem altamente absorventes, evitando assim três das desvantagens dos cachimbos de madeira que são a condensação da humidade, a retenção de odores/sabores na madeira e a suposta necessidade de descanso entre fumadas. Os cachimbos de Meerschaum podem ser fumados quase continuamente.

A sua maior desvantagem reside na sua fragilidade. Qualquer pancada, por mais leve que seja, pode danificar o cachimbo de forma irreparável.

De igual modo, há que ter extremo cuidado com as diferenças de temperatura a que ficam sujeitos. Não é aconselhável fumá-los ao ar livre. Já li relatos de que alguns se partiram ao meio ( literalmente), por terem sido alvo de altas amplitudes térmicas.

A reparação destes cachimbos é praticamente impossível, a menos que aceitemos ter um produto de alguma forma danificado. E isso é coisa que os entendidos negam imediatamente.

Um dos cuidados curiosos a ter com estes cachimbos é o de deverem ser fumados com uma luva protectora. Não para protecção do fumador, mas sim como protecção para o cachimbo. A justificação é que a sujidade, gordura e suor das mãos não altere a forma como o cachimbo envelhece, ou seja, para garantir que se forme uma “patine” não adulterada.

De resto, basta carregá-los, fumá-los, arrefecer um pouco, carregá-los e fumar, etc., etc…

Não sou de todo um apreciador destes cachimbos, mas tenho que admitir que podem ser altamente artísticos.

E para ilustrar, a cor de hoje:

5

Dec

by Cob Killer

O tabaco de cachimbo, ao contrário do generalizado no nosso cantinho à beira-mar plantado, é de uma variedade enorme.

Descrevendo a traços grossos algumas características de tabacos, passo imediatamente ao seguinte:

Virgínia: Virgínia, também conhecido no meio como VA, é largamente o tabaco mais utilizado nas misturas de tabaco para cachimbo. É o  mais suave de todos os tabacos em misturas e o que contém mais quantidade de açúcares, que por sua vez lhe dá um sabor algo adocicado.

Quase todos os tabacos contém algum Virgínia e tem a característica de ajudar à combustão dos outros tabacos.

Burley: Os tabacos do Burley são os mais populares precedidos dos VA’s. Quase não contém açúcar, o que faz com que sejam tabacos secos e muito mais aromáticos que os anteriores. São muitas vezes utilizados em misturas aromáticas, devido à sua natural propriedade em absorver aromas e sabores. Costumam queimar lentamente e largam pouco calor, o que faz um dos tabacos ideais para controlar o aquecimento e o tempo de queima do tabaco quando no cachimbo.

Oriental: São uma variedade de tabacos, cultivados na Turquia, na região da Península Balcânica, Russia, Síria e outros países das zonas referidas.

Os mais conhecidos são Izmir, Samsun, Yedidje, Cavella e Bursa. A característica comum a eles é um aroma ligeiramente acre e seco.

Perique: Perique é um tabaco que é na verdade um “Red Burley” e é cultivado e tratado apenas em St. James, no Louisianna, perto de Nova Orleães. É muito raro, forte no sabor e queima lentamente e debitando pouco calor, é largamente apreciado entre os fumadores.

A produção deste tabaco é mínima, comparando com todos os outros, daí o seu valor ser muito elevado e haverem pouca marcas com misturas com este tabaco.

Kentucky: Este é, na verdade, um tabaco Burley especialmente tratado na região do Kentucky. Ao passo que os Burley são “curados” ao ar, estes são “curados” com fogueira.

O aromas não é tão pungente como os Latakia, mas são altamente aromáticos e a quantidade de nicotina é consideravelmente alta, provocando que seja utilizado em pequenas quantidades nas misturas.

Latakia: Latakia não é um tipo de tabaco, é tabaco oriental, mas é o resultado da cura da folha do tabaco ser feita através de fogueira com madeiras e ervas ( há quem diga que bosta de camelo , também…)

Provavelmente é o mais conhecido Tabaco de Especiarias. Este tabaco é maioritariamente produzido na Síria e Chipre.

Este tabaco é indispensável nas misturas conhecidas como “English Blends”. Estas misturas são compostas, normalmente, de 40-50% de Latakia ( algumas vezes mais).

Tabaco de Especiarias: Na realidade, também não é um tipo de tabaco, é sim uma mistura de tabacos especiais utilizados em pequenas quantidades e que perfazem algumas misturas muito pouco comuns e usualmente descritas como “interessantes”. É normal incluírem Latakia, Orientais, Perique, Kentucky e mais alguns.

Maioritariamente são utilizados nas “English Blends”.

Cavendish: Cavendish também não é um tabaco em si, mas uma forma de “curar” ou tratar o tabaco.

Cavendish Inglês utiliza VA “curado por aquecimento de fogueira, seguidamente é tratado ao vapor e finalmente é guardado sob enormes pressões, a fim de permitir que “cure” e fermente por dias ou semanas.

Os Cavendish, nos dias de hoje são feitos de praticamente qualquer tipo de tabaco, já que o processo de fabrico os priva dos aromas e sabores naturais do tabaco. Sendo então que são aromatizados com um sem número de aditivos para lhes dar sabor e aroma. É o tabaco predominante por cá, raramente conseguindo-se encontrar outro.

Há-os com todo o tipo de aromas e sabores, desde a conhecida baunilha, passando pela laranja, rum, vinho, whisky, enfim, como disse, um sem número de variedades.

São invariavelmente tabacos que queimam com altas temperaturas e rapidamente. Por muitas vezes, os sabores descritos nas suas embalagens limitam-se a um pequeno aroma e pouco mais.

Em nota de rodapé, estas descrições não são experiências do meu palato, mas mais uma suma de relatos que tenho recolhido e experimentado, também. Acrescento que o meu palato não é muito sensível às “milhentas” subtilezas dos tabacos, por isso vos aconselho a darem sempre um salto ao “Tobacco Reviews” ou se quiserem ler algo mais personalizado, o António Vasconcelos do Cachimbo PT, costuma ter uns resumos das suas experiências deveras interessantes.

E para cor de hoje:

Deve estar bem patente que isto está off, a razão é muito simples….

Fiz borrada com as minhas invenções, portanto ando a tentar recuperar o possível e regresso dentro de uns dias ( espero não muitos mais)!!

Alguns já recuperei, mas em versões mais antigas, que espero ir actualizando.

Fica este artigo sobre alguns tabacos enquanto tento recuperar o resto do que tinha, se não conseguir, então pontapé na bola e siga-se em frente.

Aos amigos que já tinham efectuado os seus comentários, peço que tenham paciência comigo… E curtam uma música! (Ali ao lado!!)

TJ